
Em 1978 nasci Daniel Tojeira Cara. E durante a pré-escola eu era apenas Daniel. No entanto, na primeira série do antigo primário (atual ensino fundamental séries iniciais), tornei-me “Tojeira”.
Honestamente, até hoje, não sei bem o porquê disso. Primeiro: não tinha outro Daniel na 1ª “B” do Colégio São João Gualberto. Segundo: pela tradição (patriarcal) brasileira eu deveria ser “Cara”, meu sobrenome paterno...
Mas, não tinha jeito, na escola eu era mesmo o “Tojeira” e ponto final! E como resisti no começo, o nome foi pegando, se espalhando... e ficou definitivamente consolidado graças ao professor Carlão, o mais marcante da minha vida:
- Tojeira, pô, já te falei mil vezes: levanta essa cabeça enorme quando for chutar a gol!
- Ô Tojeira, usa a esquerda, pô! Quem chuta só com a direita não tem futuro no futebol de hoje...
- Pega, pega, pega! Não, Tojeira, é só pra enfrentar... O jogo é na bola, não é pra dar porrada, pô!
- Tojeira, faz o corta-luz, o corta-luz! Corre, corre! Aê! Boa, garoto...
Dai em diante, no Gualberto, eu era só o Tojeira. Nada de Daniel, muito menos Cara. E como é normal nas práticas e experiências infantis, fazendo um uso "criativo" da sonoridade do meu sobrenome-apelido, alguns (muitos!) coleguinhas meus foram produzindo uma série infindável de maldosas (saudáveis?) variações infantis da minha alcunha... De "Tojeira" virei “Nojeira”, “Sujeira”, “Toupeira”. Ganhei até uma paródia musical baseada no sucesso “Tô pê da vida” da banda Dominó, grupo razoavelmente conhecido por quem viveu nos anos 80.
A maldita canção-tiração-de-sarro era basicamente a repetição infinita de um refrão bem pegajoso. Era mais ou menos assim: "Touperia da vida (tã-ram-tã-tã), com dentões que só servem pra cavar buraco, é engraçado, detestável, horrível, não tem jeito, não jeito, não tem jeito"... Como visto, a protuberância dos meus dentões frontais foram muito úteis massificação da brincadeira em toda a escola...
Só agora, contando essa história aqui, percebo que no final das contas eu até gostava das brincadeiras. Porém, não deixava ninguém passar incólume. É a lei de sobrevivência na infância: é fundamental sarrear antes de ser sarreado! Com isso, fiquei bom no esporte de dar apelidos. E assim o "Tojeira" foi deixando de ser motivo de escárnio e logo foi virando minha única e respeitosa designação...
- Conhece o Daniel do time de futebol?
- Não. Tem o Cebola, o Francis, o Adriano, o bem mesmo é o Tojeira...
- Ah, acho que é o Tojeira!
- Mas, o nome dele é Daniel?
- Não sei. Eu só conheço o Tojeira.
Entre os anos de 1989 e 1990, apaixonado pela bola e estimulado por algumas medalhas em campeonatos escolares, decidi jogar futebol. Sem dúvida nenhuma, essa foi a primeira vez que elegi um objetivo absoluto na minha vida - e, (in)felizmente, não consegui mais curar essa doença incorrigível!
Para se ter uma idéia, eu chegava ao preciosismo de dividir minha futura carreira futebolística em etapas e metas.
Primeiro eu precisava me consolidar como centroavante no Gualberto e no time da minha querida Rua "6" - o que não foi difícil, assumo. Depois deveria me dedicar a passar em uma peneira do Spor Club Corinthians Paulista. A luta então seria para conquistar um lugar ao sol, ou seja, ser titular do ataque mosqueteiro desde as categorias de base até a equipe principal.
Dai em diante, acumulando gols e títulos como profissional, eu seria invariavelmente convocado para a seleção brasileira. Envergando a "9" canarinho, participaria de cinco Copas do Mundo - estreando em 1994 e encerrando minha contribuição em 2010 -, ganhando ao menos quatro títulos. Finalmente, para fechar minha carreira com chave-de-ouro, acumularia um total de 2000 gols, ou mais, superando Pelé e me tornando o novo Rei do Futebol!
Hoje é hilário, absurdo, mas na época com 11 ou 12 anos e contando com a artilharia somada da escola e do bairro era um plano perfeito e bem factível... Porém, como nem sempre querer é poder, eu não passei em nenhum teste no Parque São Jorge e comecei a ver todo o meu planejamento ruindo... Contudo, por pura resignação - e em um primeiro exercício de tolerância, ou melhor, alteridade -, dei uma última cartada ingressando no futebol de salão do Palmeiras, o que era bem mais fácil do que vencer nas peneiras do Timão...
E, logo na inscrição, antes de começarem os treinos, o professor Ferreti decretou:
- Você vai ser o pivô e seu nome vai ser ‘Tojeira’. É nome de craque, goleador!
- Tá bom, tá bom! Exclamei em parte obediente, em parte assustado...
No fundo, achei estranho: no salão, ser pivô era o que eu queria ser mesmo (é o centroavante das quadras); mas entre ser "Tojeira" e ser um craque a distância é grande, e bem grande... E, claro, pelo que eu sabia nome não influi em nada... Pelé, por exemplo, não é o que se pode chamar de nome forte, bonito. Contudo, o santista foi o melhor de todos os tempos...
Concluí, então, definitivamente: ser o "Tojeira" era a minha sina. E, sinceramente, eu não achava ruim, até gostava da idéia!
Foi rápido e três treinos depois o nome pegou para o time... No entanto, obviamente, para a molecada da equipe minha designação não parava por ai. Eu era também o "Toupeira", "Nojeira" e "Sujeira" de sempre. Mas, tinha uns novos apelidos: "Dente", "Dentinho", "Dentão", "Branco", "Pirituba", "Alemão", "Cabeça", "Violinha", "Casão"... - como se vê, não escondia nunca (nem escondo!) meu corinthianismo, muito menos em terreno inimigo...
Como era (sou ainda?) teimoso, demorou alguns anos para eu perceber que minha carreira no futebol não tinha futuro. A ficha caiu mesmo quando, em um jogo amistoso, vi que eu era melhor e mais útil ao time como capitão do que como pivô. Conversei com o Ferreti, ele foi contra, mas passei a não ir mais nos treinos até abandonar de vez a equipe - o bom é que nunca mais vesti uma camisa do Palmeiras, graças a Deus!
Pouco tempo depois, tendo o futebol apenas como principal diversão, mergulhei nos estudos e me dediquei exclusivamente à operação e programação de softwares e desempenhava um bom papel "sócio-funcionário" do meu pai em nossa saudosa empresinha caseira de automação comercial. Eu era também uma peça estratégica.
Os novos planos deram mais certo, passei primeiro na ETESP (Escola Técnica Estadual de São Paulo), completei bem o curso e de quebra fui presidente da gloriosa gestão GR.I.T.E. (Grêmio Independente de Todos os Estudantes) do "Grêmio Estudantil XXVIII de Março". Logo em seguida, já como técnico em processamento de dados, entrei na USP (Universidade de São Paulo) no curso de Ciências Sociais. E depois fiz mestrado, por lá mesmo.Do antigo colegial (hoje ensino médio) em diante, aos poucos, fui deixando de ser apenas o "Tojeira". Na ETESP eu era mais o Daniel, o Dani, o Dã...
Em 1999, por volta de março, fui ministrar um curso sobre “participação política” para uma turma de adolescentes do Espaço Sarau. O Sarau era um movimento juvenil bem pulsante e alternativo (até demais para meu gosto!), que envolvia muita gente boa e divertida. Eu estava em pleno vapor na faculdade, era o presidente do Centro Acadêmico do curso de Ciências Sociais da USP e atuava em uma série de ONGs e movimentos juvenis - ou seja, tinha uma verdadeira paixão e devoção pela temática para a qual tinha sido chamado a contribuir...
A atividade iria acontecer em um sábado, no final de uma tarde chuvosa, por volta das 17 horas. Devido ao mau tempo e ao nervosismo (com 20 anos dar palestras não é o forte de ninguém...), decidi chegar bem antes do horário do evento para "conhecer" - ou me "acostumar" - com o espaço. Fiz tudo o que podia fazer.
Basicamente, isso se restringia a andar de um lado para o outro da sala, tentando controlar a ventania que passava por dentro da minha barriga, na altura do umbigo. Sem sucesso, decidi por bem ler os avisos na parede da sala. De repente, em última tentativa de ambientação, vi que meu nome tinha sido divulgado na programação do evento como “Daniel Cara”. Achei estranho, ri, mas dali em diante o nome pegou e assim ficou, naturalmente...
Porém, de um tempo para cá, tenho tido saudades de ser “Tojeira”. E também sempre achei injusto com a família do meu avô ser apenas "Daniel Cara". Especialmente por isso, além do puro saudosismo, batizei este espaço de "Blog do Tojeira"...
E como a identidade deste meu sobrenome materno está intrinsecamente relacionada à minha paixão pelo futebol, pretendo dar destaque para o esporte bretão neste espaço. Porém, não quero deixar de dar uns pitacos sobre a vida cotidiana, cinema, literatura, curiosidades e outros temas que considero divertidos...
Para finalizar e matar a curiosidade, segundo o google, a Wikipedia e o dicionário Houaiss, Tojeira provêm de Tojo. O tojo é um arbusto típico da flora atlântica da península Ibérica e de toda Europa temperada. Normalmente, alcança dois metros de altura, sendo classificado como membro da família das leguminosas. É ereto e significativamente ramoso, possui uma coloração verde-cinzenta, tem folhas pontiagudas e flores amarelas. Produz ainda vagens ovais e vilosas das quais podem ser extraídas sustâncias orgânicas para fins terapêuticos.
Para facilitar ainda mais a compreensão e matar a curiosidade, a imagem acima é de um Tojo ou de uma Tojeira.
Embora os registros não sejam seguros, a que tudo indica, o uso desta alcunha como sobrenome e designação familiar foi iniciado por cristãos novos vindos do Norte da África.
Honestamente, até hoje, não sei bem o porquê disso. Primeiro: não tinha outro Daniel na 1ª “B” do Colégio São João Gualberto. Segundo: pela tradição (patriarcal) brasileira eu deveria ser “Cara”, meu sobrenome paterno...
Mas, não tinha jeito, na escola eu era mesmo o “Tojeira” e ponto final! E como resisti no começo, o nome foi pegando, se espalhando... e ficou definitivamente consolidado graças ao professor Carlão, o mais marcante da minha vida:
- Tojeira, pô, já te falei mil vezes: levanta essa cabeça enorme quando for chutar a gol!
- Ô Tojeira, usa a esquerda, pô! Quem chuta só com a direita não tem futuro no futebol de hoje...
- Pega, pega, pega! Não, Tojeira, é só pra enfrentar... O jogo é na bola, não é pra dar porrada, pô!
- Tojeira, faz o corta-luz, o corta-luz! Corre, corre! Aê! Boa, garoto...
Dai em diante, no Gualberto, eu era só o Tojeira. Nada de Daniel, muito menos Cara. E como é normal nas práticas e experiências infantis, fazendo um uso "criativo" da sonoridade do meu sobrenome-apelido, alguns (muitos!) coleguinhas meus foram produzindo uma série infindável de maldosas (saudáveis?) variações infantis da minha alcunha... De "Tojeira" virei “Nojeira”, “Sujeira”, “Toupeira”. Ganhei até uma paródia musical baseada no sucesso “Tô pê da vida” da banda Dominó, grupo razoavelmente conhecido por quem viveu nos anos 80.
A maldita canção-tiração-de-sarro era basicamente a repetição infinita de um refrão bem pegajoso. Era mais ou menos assim: "Touperia da vida (tã-ram-tã-tã), com dentões que só servem pra cavar buraco, é engraçado, detestável, horrível, não tem jeito, não jeito, não tem jeito"... Como visto, a protuberância dos meus dentões frontais foram muito úteis massificação da brincadeira em toda a escola...
Só agora, contando essa história aqui, percebo que no final das contas eu até gostava das brincadeiras. Porém, não deixava ninguém passar incólume. É a lei de sobrevivência na infância: é fundamental sarrear antes de ser sarreado! Com isso, fiquei bom no esporte de dar apelidos. E assim o "Tojeira" foi deixando de ser motivo de escárnio e logo foi virando minha única e respeitosa designação...
- Conhece o Daniel do time de futebol?
- Não. Tem o Cebola, o Francis, o Adriano, o bem mesmo é o Tojeira...
- Ah, acho que é o Tojeira!
- Mas, o nome dele é Daniel?
- Não sei. Eu só conheço o Tojeira.
Entre os anos de 1989 e 1990, apaixonado pela bola e estimulado por algumas medalhas em campeonatos escolares, decidi jogar futebol. Sem dúvida nenhuma, essa foi a primeira vez que elegi um objetivo absoluto na minha vida - e, (in)felizmente, não consegui mais curar essa doença incorrigível!
Para se ter uma idéia, eu chegava ao preciosismo de dividir minha futura carreira futebolística em etapas e metas.
Primeiro eu precisava me consolidar como centroavante no Gualberto e no time da minha querida Rua "6" - o que não foi difícil, assumo. Depois deveria me dedicar a passar em uma peneira do Spor Club Corinthians Paulista. A luta então seria para conquistar um lugar ao sol, ou seja, ser titular do ataque mosqueteiro desde as categorias de base até a equipe principal.
Dai em diante, acumulando gols e títulos como profissional, eu seria invariavelmente convocado para a seleção brasileira. Envergando a "9" canarinho, participaria de cinco Copas do Mundo - estreando em 1994 e encerrando minha contribuição em 2010 -, ganhando ao menos quatro títulos. Finalmente, para fechar minha carreira com chave-de-ouro, acumularia um total de 2000 gols, ou mais, superando Pelé e me tornando o novo Rei do Futebol!
Hoje é hilário, absurdo, mas na época com 11 ou 12 anos e contando com a artilharia somada da escola e do bairro era um plano perfeito e bem factível... Porém, como nem sempre querer é poder, eu não passei em nenhum teste no Parque São Jorge e comecei a ver todo o meu planejamento ruindo... Contudo, por pura resignação - e em um primeiro exercício de tolerância, ou melhor, alteridade -, dei uma última cartada ingressando no futebol de salão do Palmeiras, o que era bem mais fácil do que vencer nas peneiras do Timão...
E, logo na inscrição, antes de começarem os treinos, o professor Ferreti decretou:
- Você vai ser o pivô e seu nome vai ser ‘Tojeira’. É nome de craque, goleador!
- Tá bom, tá bom! Exclamei em parte obediente, em parte assustado...
No fundo, achei estranho: no salão, ser pivô era o que eu queria ser mesmo (é o centroavante das quadras); mas entre ser "Tojeira" e ser um craque a distância é grande, e bem grande... E, claro, pelo que eu sabia nome não influi em nada... Pelé, por exemplo, não é o que se pode chamar de nome forte, bonito. Contudo, o santista foi o melhor de todos os tempos...
Concluí, então, definitivamente: ser o "Tojeira" era a minha sina. E, sinceramente, eu não achava ruim, até gostava da idéia!
Foi rápido e três treinos depois o nome pegou para o time... No entanto, obviamente, para a molecada da equipe minha designação não parava por ai. Eu era também o "Toupeira", "Nojeira" e "Sujeira" de sempre. Mas, tinha uns novos apelidos: "Dente", "Dentinho", "Dentão", "Branco", "Pirituba", "Alemão", "Cabeça", "Violinha", "Casão"... - como se vê, não escondia nunca (nem escondo!) meu corinthianismo, muito menos em terreno inimigo...
Como era (sou ainda?) teimoso, demorou alguns anos para eu perceber que minha carreira no futebol não tinha futuro. A ficha caiu mesmo quando, em um jogo amistoso, vi que eu era melhor e mais útil ao time como capitão do que como pivô. Conversei com o Ferreti, ele foi contra, mas passei a não ir mais nos treinos até abandonar de vez a equipe - o bom é que nunca mais vesti uma camisa do Palmeiras, graças a Deus!
Pouco tempo depois, tendo o futebol apenas como principal diversão, mergulhei nos estudos e me dediquei exclusivamente à operação e programação de softwares e desempenhava um bom papel "sócio-funcionário" do meu pai em nossa saudosa empresinha caseira de automação comercial. Eu era também uma peça estratégica.
Os novos planos deram mais certo, passei primeiro na ETESP (Escola Técnica Estadual de São Paulo), completei bem o curso e de quebra fui presidente da gloriosa gestão GR.I.T.E. (Grêmio Independente de Todos os Estudantes) do "Grêmio Estudantil XXVIII de Março". Logo em seguida, já como técnico em processamento de dados, entrei na USP (Universidade de São Paulo) no curso de Ciências Sociais. E depois fiz mestrado, por lá mesmo.Do antigo colegial (hoje ensino médio) em diante, aos poucos, fui deixando de ser apenas o "Tojeira". Na ETESP eu era mais o Daniel, o Dani, o Dã...
Em 1999, por volta de março, fui ministrar um curso sobre “participação política” para uma turma de adolescentes do Espaço Sarau. O Sarau era um movimento juvenil bem pulsante e alternativo (até demais para meu gosto!), que envolvia muita gente boa e divertida. Eu estava em pleno vapor na faculdade, era o presidente do Centro Acadêmico do curso de Ciências Sociais da USP e atuava em uma série de ONGs e movimentos juvenis - ou seja, tinha uma verdadeira paixão e devoção pela temática para a qual tinha sido chamado a contribuir...
A atividade iria acontecer em um sábado, no final de uma tarde chuvosa, por volta das 17 horas. Devido ao mau tempo e ao nervosismo (com 20 anos dar palestras não é o forte de ninguém...), decidi chegar bem antes do horário do evento para "conhecer" - ou me "acostumar" - com o espaço. Fiz tudo o que podia fazer.
Basicamente, isso se restringia a andar de um lado para o outro da sala, tentando controlar a ventania que passava por dentro da minha barriga, na altura do umbigo. Sem sucesso, decidi por bem ler os avisos na parede da sala. De repente, em última tentativa de ambientação, vi que meu nome tinha sido divulgado na programação do evento como “Daniel Cara”. Achei estranho, ri, mas dali em diante o nome pegou e assim ficou, naturalmente...
Porém, de um tempo para cá, tenho tido saudades de ser “Tojeira”. E também sempre achei injusto com a família do meu avô ser apenas "Daniel Cara". Especialmente por isso, além do puro saudosismo, batizei este espaço de "Blog do Tojeira"...
E como a identidade deste meu sobrenome materno está intrinsecamente relacionada à minha paixão pelo futebol, pretendo dar destaque para o esporte bretão neste espaço. Porém, não quero deixar de dar uns pitacos sobre a vida cotidiana, cinema, literatura, curiosidades e outros temas que considero divertidos...
Para finalizar e matar a curiosidade, segundo o google, a Wikipedia e o dicionário Houaiss, Tojeira provêm de Tojo. O tojo é um arbusto típico da flora atlântica da península Ibérica e de toda Europa temperada. Normalmente, alcança dois metros de altura, sendo classificado como membro da família das leguminosas. É ereto e significativamente ramoso, possui uma coloração verde-cinzenta, tem folhas pontiagudas e flores amarelas. Produz ainda vagens ovais e vilosas das quais podem ser extraídas sustâncias orgânicas para fins terapêuticos.
Para facilitar ainda mais a compreensão e matar a curiosidade, a imagem acima é de um Tojo ou de uma Tojeira.
Embora os registros não sejam seguros, a que tudo indica, o uso desta alcunha como sobrenome e designação familiar foi iniciado por cristãos novos vindos do Norte da África.

Muito engraçado este post.
ResponderExcluirOlá Daniel. Te encontrei aqui, mas como Tojeira. Estudei no Gualberto contigo. Que legal.
ResponderExcluirFala Daniel Cara, achei seu blog no google. Curioso esse seu outro sobrenome, mas Cara é bem melhor mesmo. Porém, a homenagem é merecida. Nos conhecemos da CONEB. Como faço para participar da Campanha?
ResponderExcluirQue sina essa de Tojeira... Se eu fosse escrever minha relacao com o Tojeira seria a seguinte: Nunca achei esse sobrenome sonoro nem bonito e o grande motivo eram as brincadeiras de Nojeira, Sujeira e tudo mais. Sempre quis me ver livre da sina, mas um lindo dia, quando na tenra idade decidi casar, e nossos pais tiveram que assinar a autorizacao, tive que ouvir da Dona Belinha: Se você tirar o Tojeira do seu nome, sua vó vai ficar uma fera. Eu resignada aceitei manter o Tojeira e desde entao me pergunto: Porquê???? Porquê????? Agora permanecerei eternamente Tojeira...
ResponderExcluirWhatever.
Mariane Tojeira Cara Almeida
preferivelmente Mariane Cara
Cara, ops, Tojeira... Que história doida! Mas, legal, espero que aqui role muito Corinthians. Esse é um Timão mesmo!
ResponderExcluirLindo seu post. Espero ler mais.
ResponderExcluirMuito legal, velho. Só é longo pra caramba,
ResponderExcluirQueria saber sobre o tojo e achei seu blog. Bem estranho esse texto pra um biólogo.
ResponderExcluirO texto tá um pouco longo, mas uma delícia de ler... Very funny... Típico do meu amor...
ResponderExcluirNossa muito legal memo, Tojeira.
ResponderExcluirE ae irmão que parada loca essa história heim, cara te admiro muito e Viva o CHICÂO rararara. Meu que embassado postar uma mensagen
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